Vivemos num país onde o cumprimento da lei parece ter dois pesos e duas medidas. O cidadão comum é severamente punido por infrações menores no código da estrada, enfrenta processos rápidos por pequenas dívidas e vê os seus bens penhorados sem contemplações.
Crimes graves como incêndios florestais que devastam o território parecem escapar impunes ao sistema judicial português. Esta justiça de duas velocidades é uma das principais fontes de revolta e desconfiança dos portugues